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Imagine um ambiente Jira com quase 3 mil automações ativas sustentando a operação de uma empresa digital de grande porte. Num intervalo de 30 dias, o audit log registrou quase 12 mil eventos de bloqueio (throttling) — regras críticas atingindo os limites de processamento da plataforma, incluindo o fluxo que define os grupos aprovadores de mudanças. Na prática: aprovações paradas, rotinas de atendimento atrasadas, e o time descobrindo o problema só quando o processo de negócio já tinha falhado.
E havia um agravante silencioso: a cada episódio, a reação natural era criar uma cópia de contingência da regra travada — que entrava na mesma fila sobrecarregada e acabava bloqueada também. Um ciclo que se retroalimentava, crescendo a cada incidente.
Frente 1 — O diagnóstico que ninguém tinha conseguido fechar. Cruzamos quatro análises do próprio ambiente — assessment executivo, auditoria forense do audit log, consumo mensal e plano de remediação — e transformamos um problema difuso em um mapa preciso: seis regras concentravam o throttling confirmado (a mais crítica travava praticamente todos os dias), um único cluster respondia por ~152 mil execuções mensais, e a causa raiz era arquitetural — portanto, endereçável. Do diagnóstico saiu um plano de remediação em três ondas, da higiene imediata à reestruturação, priorizado regra a regra com base em evidências.
Frente 2 — Proteger a operação enquanto o plano roda. Otimizar centenas de regras leva semanas. E nesse meio-tempo, quem segura o dia a dia? Foi aqui que fomos além do assessment: desenvolvemos e validamos um sistema de failover automático — a automação que cuida das automações:
Aos 80% do limite, o time de plantão recebe o alerta no Slack, com nome da regra e diagnóstico — o sinal amarelo antes de qualquer impacto;
Aos 90%, a troca acontece sozinha: o sistema identifica a regra em risco, desativa a original e ativa uma contingência governada — padronizada, auditada e desenhada para não repetir o ciclo das cópias improvisadas — mantendo o processo de negócio rodando sem que o usuário perceba;
Tudo rastreável: cada troca notificada e registrada, alimentando a priorização das ondas de otimização.
Para garantir que funcionava de verdade, montamos um laboratório dedicado: recriamos o cenário do cliente em escala, com milhares de itens e regras deliberadamente pesadas, e assistimos ao ciclo completo acontecer de forma 100% autônoma — detecção, substituição e notificação em segundos, sem um único clique humano.
O que o cliente ganhou: o fim das paradas-surpresa nos fluxos críticos (o failover segura a operação), o fim do ciclo das contingências improvisadas (substituídas por um mecanismo governado), um plano de remediação priorizado por evidências — e a mudança de postura que resume tudo: de descobrir o problema pela falha, para ser avisado antes e corrigido automaticamente.
De quebra, o laboratório gerou conhecimento proprietário sobre comportamentos avançados da plataforma — repertório que encurta cada próxima implementação que fizermos.
Diagnóstico consolidado a partir de dados reais do ambiente; solução de failover desenvolvida e validada de ponta a ponta em laboratório, com evidências completas — pronta para implantação.
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